Liderança ambidestra: o pilar do CEO inabalável

Publicado em 18/08/2020 | Notícias do Setor

Os CEOs sentem na pele as evoluções drásticas do ambiente de negócios. Mesmo em um passado relativamente recente (e antes da pandemia), as disrupturas eram radicais, mas esporádicas. Contudo, nos ecossistemas de negócios fluidos e digitalmente conectados de hoje, as interrupções representam a regra ao invés da exceção, à medida que diversas empresas estabelecidas muito recentemente e que se tornaram líderes de mercado caem frente a ameaças competitivas ainda mais novas.

Esse fluxo contínuo de disrupturas mudou as atitudes e as expectativas dos investidores. Os mercados financeiros e os conselhos de administração - que antes focavam quase exclusivamente o aumento de lucros por meio de melhorias na eficiência - agora esperam que os CEOs otimizem o modelo de negócios vigente e inspirem a empresa a buscar o próximo modo de funcionamento de forma simultânea. Ao fazer isso, os CEOs encaram o desafio de navegar constantemente em águas turbulentas com agilidade infalível - além de empoderar e inspirar outros executivos e organizações a fazerem o mesmo.

O CEO de sucesso se desenvolve com o ambiente, enfrentando disrupturas implacáveis ao se tornar o que chamamos de "inabalável". Uma pesquisa da Deloitte sobre esse tema fez uma pergunta fundamental para 24 executivos experientes: "Como um CEO pode evitar disrupturas nos tumultuosos mercados atuais?"

Entre os atributos identificados como inerentes a CEOs inabaláveis, a capacidade de ambidestria é a mais essencial - e a mais vaga. Afinal, como os CEOs podem cultivar essa habilidade tanto em si mesmos quanto nas organizações que lideram? Nesse artigo, exploramos três princípios-chave que os CEOs podem adotar para tornar a ambidestria parte integrante de sua cultura organizacional.

Compreendendo a ambidestria
Fundamentalmente, a ambidestria é a capacidade de examinar as condições presentes para otimizar as operações vigentes e, ao mesmo tempo, descobrir oportunidades de redefinir o modelo de negócios assumindo riscos inovadores. Quando um negócio tem um bom desempenho em ambas frentes, ele está apto a ter um crescimento rápido e sustentável.

A ambidestria é exemplificada pelo CEO que demonstra apetite para riscos que podem redefinir a criação de valor do negócio enquanto, simultaneamente, procura eliminar ineficiências operacionais e implementar práticas de liderança no modelo de negócios atual. Não é surpresa que, com frequência, esse movimento gere certas tensões dentro da organização.

Estudos sobre o tema indicam fortemente que a liderança ambidestra está associada positivamente a desempenho consistente, com melhoria de resultados tanto para empresas em início de operações quanto para organizações estabelecidas. Ainda assim, a verdadeira ambidestria é incomum. Ela exige um equilíbrio delicado dos CEOs. Líderes que demonstram esse estilo de liderança precisam aceitar incertezas, ambiguidades, ambivalências, tensões e até mesmo conflitos. Eles não recuam diante de situações desconfortáveis.

Essa qualidade é crucial. A falta de uma orientação efetiva do CEO leva a um desconforto organizacional que pode desencadear armadilhas para os negócios. Sem uma abordagem disciplinada, a operação afasta a descoberta - e vice-versa. Empresas estabelecidas giram em torno da uniformidade e muitas desenvolvem mentalidades e práticas muito mais alinhadas a uma filosofia em detrimento da outra. Dessa forma, elas escapam das tensões geradas por um imperativo duplo.

Os efeitos são previsíveis. A otimização das habilidades atuais tende a gerar um pico em lucros imediatos. No entanto, a otimização por si só eventualmente cria estagnação, deixando as empresas vulneráveis a mercados voláteis e a inovações tecnológicas. Por outro lado, a busca por inovação do modelo de negócios sem uma preocupação com a excelência operacional pode fazer com que a organização perca seu lugar em um mercado já consolidado, sendo dominada por empresas melhores preparadas na execução de suas estratégias.

Três princípios da ambidestria
CEOs ambidestros elaboram as tensões de "operação versus descoberta" de forma que elas permeiem a organização até se tornarem culturalmente fixas em três frentes. Isso é uma parte central da mentalidade pessoal do CEO, que ele então traduz em uma visão expansiva para atuação e a comunica amplamente pela organização. Esse conceito norteia a abordagem do CEO quanto à liderança de todos os executivos, ao se assegurar de que as tensões necessárias são reconhecidas e efetivamente equilibradas. Para tanto, é necessário estabelecer um projeto organizacional meticulosamente elaborado que evite becos sem saída e possibilitem um foco bifurcado e simultâneo em operação e descoberta em todas as divisões e níveis corporativos.

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